Denilson Trespach · Estudo em Psicologia

Triagem ilustrativa — TPN

Comparação prática entre o modelo categorial (DSM-5, Seção II) e o modelo dimensional (AMPD, Seção III) para o Transtorno de Personalidade Narcisista.

Aviso — uso exclusivamente educacional Esta ferramenta não diagnostica ninguém. Ela existe para estudar a diferença entre os dois modelos do DSM-5 e não substitui avaliação clínica, que exige entrevista estruturada, história longitudinal e julgamento de um profissional habilitado. Autorrelato isolado tem baixa confiabilidade para transtornos de personalidade — o próprio transtorno pode distorcer a autopercepção que está sendo medida.

O modelo clássico lista nove características. A convenção diagnóstica pede pelo menos cinco presentes. Marque o que, no seu entendimento do critério, está presente — lembrando que o próprio capítulo estudado critica esse modelo por ser rígido e binário.

Resultado — leitura categorial

Um resultado ≥5 apenas indica que o padrão de respostas é consistente com o corte tradicional do DSM-5 — não é, de forma nenhuma, um diagnóstico. Critérios como "exploração interpessoal" ou "falta de empatia" exigem julgamento clínico contextual, não uma marcação isolada de sim/não.

O AMPD avalia grau de comprometimento (0 = nenhum, 4 = grave) em quatro dimensões de funcionamento da personalidade, mais dois traços do domínio de antagonismo. O resultado é um perfil, não um veredito.

Traços de antagonismo

Resultado — perfil dimensional

A leitura dimensional serve para visualizar onde o funcionamento está mais comprometido, não para somar um escore-corte. Comprometimento moderado ou maior (≥2) em pelo menos duas dimensões, somado a pelo menos um traço presente, é o que o AMPD pede para considerar o quadro — sempre como hipótese a ser explorada clinicamente, nunca como conclusão.